Não há como dizê-lo de outra forma: doida. Maluquinha de todo, da Silva mesmo.
Se em criança isso me trouxe lutas e perguntas, dissabores com os professores e os meus pais, na adolescência atirou-me para um quase completo isolamento ou no oposto, vitima dos rapazes que por me acharem pouco certa da cabeça, tomavam como garantido um certo facilitismo que nunca existiu.
Trepei. Em tamanho e no despertar da minha consciência.
Não posso dizer que seja uma pessoa socialmente bem encarada; sei conviver dentro das regras, mas escapo-me ao seu aperto mais pela actividade do imaginário do que propriamente pela passada das pernas. Continuam a ver-me como uma desviada. E eu finalmente, passados tantos anos entendo-me perfeitamente.
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