Por vezes penso que este é um legado demasiado pesado para se deixar seja a quem for.
Não o herdei de ninguém, não me circula nos genes.
Mas o contrário é tão verdadeiro, que me parece ser sangue, seiva, essência, carne, tudo aquilo que sou e me ergue e me faz caminhar neste carreiro oposto aos demais.
Serão os que vierem de mim tão iguais a mim?
Tão inversos de mim, que tão iguais?
Farei a partir desse dia uma batalha para os fazer direitos, certos, socialmente bem aceites para que se evite a dor do que sempre passei?
E não serei então, nesse dia, tão banal como os que condeno e a mim não me entendem?