Serão os outros de mim bocados de memória que como gavetas se vão abrindo à medida que o tempo passa?
Recordo coisas que pensei nunca ter vivido, não terem passado pela minha existência, não serem minhas. Sei de coisas que nunca tive, artes que sei fazer, homens e mulheres que nunca serei. Sinto dos dois lados, um feminino e masculino que nunca se apaixonarão um pelo outro mas rendem-se ao semelhante como um ser que caminha, se alimenta e sonha.
Deixei de os tentar sufocar, matar até. É que descobri que me fería a mim própria.