04/05/09

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Ali, a meia duzia de passos de mim, ao alcance das minhas mãos. De o ouvir, as minhas certezas. Alguém tão inesperadamente inverso e num mundo de pinos. Um mundo igual ao meu.
Tu existes, não és nenhuma confusão ou um mal-entendido, eu ouvi-te.
As tuas palavras são as repetições das minhas, a simplicidade do que só nós vemos atrofia os demais. Chego junto a ti, toco-te. És real, tens calor, cheiras bem.
Pedes-me desculpa, achas que me pisaste ou me deste um encontrão. Eu sorrio-te, sei que vais reconhecer-me. Mas tu pedes perdão de novo e assustado com o teu reflexo em mim afastas os teus passos e o nosso mundo de mim.
Não consigo chamar-te, sinto-me profundamente triste. Nem sempre sou só por opção.

6 comentários:

observatory disse...

francamente interessante este teu mundo...

ha codigos por todo o lado


como quem mostra o cofre mas nao revela a palavra chave :)

~pi disse...

pois, não, de facto,

[ também eu não,



abraçoemX





~

AnaMar (pseudónimo) disse...

A opção de gritar mais alto.
lindo, o texto.

o cão de lázaro disse...

pois...

no colombo :)

impulsos disse...

Uma forma de escrita que muito me agrada.
Gostei da forma única que usaste para dizer um pensamento indizível...

Beijo

Frioleiras disse...

entendo-te... muito bem..