Aproveito-lhes a distracção e sento-me e pego no lápis e no papel e quase me convenço de que estou apenas acompanhada de mim. É tudo um logro mas enquanto dura tem o sabor de uma vingançazinha. Daquelas que não faz mal a ninguém. É como se fosse um perna que se estica quando vão a passar e rimos da infantilidade do gesto no tropeção. Achamo-nos espertos, os outros descuidados por não suspeitarem do que lhes iríamos fazer.
Mal ensaio os primeiros pensamentos eles chegam. Vão-me roubando um a um desses pensamentos. Clamam a sua autoria.
No final o lápis está gasto e a folha cheia. Eu estatelada no chão.
(E ainda assim rio.)
3 comentários:
Tia Constança,
Tens de te ir confessar!
O sr Padre Nuno decerto te obrigaria a ires de joelhos a Fátima!
Chuac!_
a fatima?
bom...
30 penitencias
das duras
para sofrer mesmo
Que bom que é, saber rir de nós próprios.
Bjs
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