12/05/09

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Aproveito-lhes a distracção e sento-me e pego no lápis e no papel e quase me convenço de que estou apenas acompanhada de mim. É tudo um logro mas enquanto dura tem o sabor de uma vingançazinha. Daquelas que não faz mal a ninguém. É como se fosse um perna que se estica quando vão a passar e rimos da infantilidade do gesto no tropeção. Achamo-nos espertos, os outros descuidados por não suspeitarem do que lhes iríamos fazer.


Mal ensaio os primeiros pensamentos eles chegam. Vão-me roubando um a um desses pensamentos. Clamam a sua autoria.


No final o lápis está gasto e a folha cheia. Eu estatelada no chão.


(E ainda assim rio.)

3 comentários:

tolilo disse...

Tia Constança,

Tens de te ir confessar!

O sr Padre Nuno decerto te obrigaria a ires de joelhos a Fátima!

Chuac!_

observatory disse...

a fatima?

bom...

30 penitencias

das duras

para sofrer mesmo

AnaMar (pseudónimo) disse...

Que bom que é, saber rir de nós próprios.
Bjs