Perguntaram-me que memória tinha eu deste dia. Calei-me à procura da que poderia dar resposta. Lembrei-me de mim segundos antes, da do Ano passado, da garota da minha infância, dos meus que me correm clandestinos em Anos que estou para nascer.
Insistiram pela resposta e na gaguez das minhas palavras os olhares arrependeram-se da atenção que me dirigiram, uma insanidade perguntar a quem é louca, mais doido é quem pergunta a doidos, ao contrário de uma lembrança tenho tantos Maios, não ficções de cordel ou fabricações preparadas para conversa de café a entreter horas, mas calo-me e deixo-me caír como pedras no estômago as folhas arrancadas deste 1º dia.
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