Gosto que me amem furiosamente, não violentamente e a doer na carne, mas fundo, profunda e sentidamente como se fosse o último acto da vida.
Quero sentir tudo: mãos, boca, sexo, coração, olhos, saliva e respiração, sémen, todo o corpo a entrar no meu e o meu a fechar-se no que recebe. E no que dá.
É assim que amo, como os animais, descasco a pele e transfiro a minha identidade para o homem que me toma.
É a ele que amo nesses farrapos de tempo. O tempo não interessa nada nesses momentos, é apenas um caldo onde dois ocupam o seu espaço devido e por direito.
Gosto de amar furiosamente como respiro.
Do oposto haverá a saudade, o vazio, o oco.
Por isso importa que desse amor se faça uma vida inteira e sempre, por cada vez que amo.
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