Todos os escritos de dor agarram o que de mais puro há no seu miolo.
Podem até trazer raivas, sangue, despeito e pele. Mas são verdadeiros, primários e esse oposto do social confere-lhes a beleza de ser em si o nu do que muitos condicionam, tapando.
Não gosto de capas, não gosto de segredos publicos, não gosto de feridas resignadas.
Gosto de avessos virados ao contrário mostrando o direito do que dilacera e de toda a força que inunda tão mais do que o inverso marejar, contido, venenoso, infeccioso, em doses pequenas que vão tomando por dentro e expelem-se num concentrado fatal.
Gosto do grito quando há injustiça. Do grito quando se atinge a montanha. Do silêncio na despedida. Do silêncio quando digo ama-me.
Sem comentários:
Enviar um comentário