23/11/08

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Não me proponho na senda do oposto nem avanço na vida de mãos no chão e pés ao alto propositadamente.


Vejo inversos onde outros encontram o natural direito.


Talvez eu já tenha nascido com olhos de ver ao contrário, encarcerados nas imagens que se retêm para além do vidro de quem mira e pestaneja e esquece e liberta tudo outra vez. Não me fiz assim nem foi por uma alguma tragédia ou felicidade maior que de um momento para o outro decidi ver o fundo do saco e esquecer a decoração do exterior. Sempre me encontrei encostada no canto do quarto a ver o tecto como o sitio onde danço, há mais espaço, não me embaraço em móveis ou tapetes.


Não serei melhor ou pior que os outros, tão só diferente.

Mas condenam-me, apontam-me, rotulam-me e tantas vezes só, procuro esse refúgio dentro de mim onde caminho a direito e tão igual aos demais.

1 comentário:

Dona Sra. Urtigão disse...

Por que deveria haver um verso de um inverso um... e não tudo mesmo mas tudo mesmo ser sòmente a escolha ?