A minha cabeça prega-me partidas. Acende a luz e deixa-me ver em quartos que foram escuros, monstros que se desenrolam e desenvolvem como trepadeiras à volta da minha imaginação.
É o oposto de tudo o que os outros vêem: se a luz se acende, os monstros escondem-se. Ou simplesmente -dizem- nunca lá houve monstros.
Mas eu sei que eles existem. Que estão lá à espera que os acorde e não estou muito certa se se trata mesmo de uma brincadeira que a minha cabeça faça comigo... Afinal, sempre tive outros dentro de mim numa correria de brincar à apanhada, às escondidas, às adivinhas.
Se corro atrás de mim, não sei. Será o inverso do universo dos outros, em que se escondem para não serem apanhados por quem os persegue.
1 comentário:
...e tu de nada tens medo.
isso é bom?
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