28/01/09

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Dantes ríam-se de mim, até me provocavam e eu sem saber, alimentava a fornalha. Julgava que partilhavam. Não. Era só incompreensão.


Agora compreendo e silencio-me. Do outro lado já não me atiçam, afastam-se, temem. Julgam que me ajudam. Não. Permanece a mesma solidão.


Não pretendo companhia de quem não me entende ou finge por mim a piedade dos diferentes. Ao contrário do que possam imaginar sou feliz com esta solidão, vem um e outro, conversamos, parte, talvez um dia regresse e se não voltar não faz mal, já morou cá dentro de mim.

1 comentário:

casa de passe disse...

quisera eu ser assim: feliz na solidão. mas não sou. e as memórias não me bastam.


Ernesto, o avô