Abri o livro e li. Para dentro de mim, para que as palavras se entornassem da minha garganta muda para o interior e se misturassem nos fluidos, no sangue, nos outros eus que numa espécie de placenta se acomodam e nascem de sua vontade.
Fiquei bem, ficaram felizes.
Depois li dando tom à voz, para que esta não se esqueça dos gritos, das exclamações, dos sopros. E os que andam fora deste avesso ouviram calados.
Abri o livro e não tinha nada escrito. Inventei para mim e por eles.
Sem comentários:
Enviar um comentário