Houve um tempo que não perdi na minha memória e porque foi cruel em que me tentei emendar.
Emendar-me do que sou, do que vivo neste inverso dos outros.
Tal como os canhotos, amarrei o meu lado do avesso, manietei-me para funcionar com o que me dizíam ser o certo, o correcto, o direito.
Mas porque nunca fui de lá limitei-me a imitar o que vía.
Fiquei sem saber, sem olhar, só respirava o que era de outrém e sufoquei nos meus opostos, deixei de ser verdade, uma anormal a dar aos braços para não caír no fundo do penhasco.
E só mesmo quando me atirei para fugir do que me queríam fazer é que magoada, tive a certeza da minha liberdade.
Emendar-me do que sou, do que vivo neste inverso dos outros.
Tal como os canhotos, amarrei o meu lado do avesso, manietei-me para funcionar com o que me dizíam ser o certo, o correcto, o direito.
Mas porque nunca fui de lá limitei-me a imitar o que vía.
Fiquei sem saber, sem olhar, só respirava o que era de outrém e sufoquei nos meus opostos, deixei de ser verdade, uma anormal a dar aos braços para não caír no fundo do penhasco.
E só mesmo quando me atirei para fugir do que me queríam fazer é que magoada, tive a certeza da minha liberdade.
Sem comentários:
Enviar um comentário