Daquela vez e só daquela vez as pernas estorvaram o resto do corpo. Pô-las de parte. O muro era tão alto que nem mesmo o pensamento construído mais rápido conseguía ter pernas para andar e saltar e matar a curiosidade de ver o outro lado.
Cegou as pernas.
Não há o que ver quando o cego o quer ser.
1 comentário:
é curioso o que escres; lembro-me de a minha avó costumar dizer que não há maior cego do que aquele que não quer ver.
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