Fechei os olhos, não sei por quanto tempo, talvez séculos, talvez segundos. O som da tua voz descreveu o redor, os cheiros, os cascos impacientes dos cavalos à espera, o casal a abandonar a moradia elegante. Deste-lhes falas, eu fiz-te perguntas, pediste-me silêncio que era um momento de muita atenção pela saída do poeta do tasco a ajeitar papéis no braço dorido da pena molhada na tinta da noite fora.
Depois calaste o que riscavas a traço grosso.
E agora, e mais?
Agora se estivesse junto a ti beijava-te.
Abri os olhos e escrevi uma carta a ti de quem nada sei há tanto tempo.
2 comentários:
partilhar é uma virtude :)
quem dá
quem recebe
precioso
há tanto tempo: talvez séculos, talvez segundos.
um beijo
uma carta
entregues à velocidade da luz
ou
de um carro puxado por pachorrenta junta de bois
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