18/04/09

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Fechei os olhos, não sei por quanto tempo, talvez séculos, talvez segundos. O som da tua voz descreveu o redor, os cheiros, os cascos impacientes dos cavalos à espera, o casal a abandonar a moradia elegante. Deste-lhes falas, eu fiz-te perguntas, pediste-me silêncio que era um momento de muita atenção pela saída do poeta do tasco a ajeitar papéis no braço dorido da pena molhada na tinta da noite fora.


Depois calaste o que riscavas a traço grosso.


E agora, e mais?


Agora se estivesse junto a ti beijava-te.


Abri os olhos e escrevi uma carta a ti de quem nada sei há tanto tempo.

2 comentários:

observatory disse...

partilhar é uma virtude :)




quem dá

quem recebe

precioso

o Reverso disse...

há tanto tempo: talvez séculos, talvez segundos.

um beijo

uma carta

entregues à velocidade da luz
ou
de um carro puxado por pachorrenta junta de bois