É então este o meu contrabando, o meu ouro passado escondido na linha de fronteira onde tenho os pés e o outro lado de lá onde a cabeça e o coração encontram terra e ar e todo o mundo que se cria para me receber sem avessos nem contrários.
Serei o pirata tornado herói, sem demagogias, sem faca nem perna de pau, um mármore rosado que se aconchegou às mãos do escultor, as minhas letras são pedra de mim e de mim o brinco do pirata depois de ter passado o cabo do corno.
Clandestino-me para me tornar real, ganho força para estar no mundo dos homens.
3 comentários:
Tia Constança,
tenho no meu quartinho rosa
imensos livrinhos!
Lembro-me que a minha tia Lígia, em tempos, me deu um com a história do Pirata da Perna de Pau.
Era teu parente?
Chuac!_
Perdi-me e reencontrei-me nesta escrita.
Voltarei!
pior seria habitares o mundo dos deuses
seres deles
mais um
e não conheceres como eles não conhecem
os prazeres
da carne
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