Não quero saber de vocês nem da vossa piedade. Já me chega a que me empurram à força a dos meus avessos. Esses pelo menos têm a condição adiantada de me conheceram por dentro e por fora e por fora não será nunca o vosso mundo, o vosso direito, o vosso universo normal que tanta questão fazem em mostrar-me e vangloriarem-se de que nele nunca terei lugar.
Não o quero. Prefiro-me a vossa louca. Mas não mostrem essa caridadezinha doentia da coitada quando acham que falo sózinha, que escrevo sózinha, que durmo sózinha. Há mais gente na minha cama do que na vossa mesa, há mais amores e dores no meu peito do que palavras generosas na vossa boca.
Não me aceitem. Mas não pretendam insinuar que o fazem por mim.
4 comentários:
muito
somos
as-sim
espelhos
convexos
e
côncavos
poços
raízes
mezinhas de memória s
~
Pois eu quero conhecer os teus avessos, entender os teus inversos, partilhar os teus contrários e aceitar os teu opostos.
Só porque és tu.
Beijo terno.
Tens toda a razão.
Amo a verdade saída da alma.
Ser e estar sem falsos rodeios.
Seja hora d'inversos, d'avessos, de contrários, ou de opostos.
Ser e estar-se inteiro.
Gostei e identifico-me muito com o que escreveste.
Quase tive de fazer o pino para ver os arbustos... e isso para mim não é um mero detalhe!
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