05/06/09

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Desembrulhei as experiências da memória e uma dor na barriga, lenta e funda, comeu-me a vontade de devolver o sorriso. Não o engoli, deixei-o na boca como uma bochecha que se esconde cuspida aos olhos dos outros e incapaz de voltar para dentro por ter azedado.


Lembrei-me da primeira vez. E depois da segunda e ainda da terceira em que me vendeste algumas palavras maduras que comi satisfeita, dos risos abertos sem pudor do som e também como os teus olhos me enganaram. Tu não me vías. Ou fui eu que não te vi, achei-te outro, um diferente, um original por dentro e por fora.


Agora quando te encontro olho para dentro de mim à procura daquela que tu querías. Visto-a, mas nunca me deixa sorrir.

3 comentários:

~pi disse...

é por dentro

que se sabe

se rir se não,

( o av-esso é o in-verso!? :)

não sei mas

há que ir

inteira por aí!!




beijo





~

casa de passe disse...

cansada como estava

descansei nas tuas palavras

um anjo bom te proteja!


NINI

so lonely disse...

Estão rotas as folhas de papel onde há muito embrulhei as minhas memórias: delas, há pedaços importantes que se perderam, o que trai as minhas recordações e não me deixa lembrar o que era bom e mau. Mas, caminho em direcção à luz fria do farol que me guia e lá ao fundo encontrarei um novo mundo que me dará memórias novas...


ou me faça esquecer, definitivamente, tudo.