Desembrulhei as experiências da memória e uma dor na barriga, lenta e funda, comeu-me a vontade de devolver o sorriso. Não o engoli, deixei-o na boca como uma bochecha que se esconde cuspida aos olhos dos outros e incapaz de voltar para dentro por ter azedado.
Lembrei-me da primeira vez. E depois da segunda e ainda da terceira em que me vendeste algumas palavras maduras que comi satisfeita, dos risos abertos sem pudor do som e também como os teus olhos me enganaram. Tu não me vías. Ou fui eu que não te vi, achei-te outro, um diferente, um original por dentro e por fora.
Agora quando te encontro olho para dentro de mim à procura daquela que tu querías. Visto-a, mas nunca me deixa sorrir.
3 comentários:
é por dentro
que se sabe
se rir se não,
( o av-esso é o in-verso!? :)
não sei mas
há que ir
inteira por aí!!
beijo
~
cansada como estava
descansei nas tuas palavras
um anjo bom te proteja!
NINI
Estão rotas as folhas de papel onde há muito embrulhei as minhas memórias: delas, há pedaços importantes que se perderam, o que trai as minhas recordações e não me deixa lembrar o que era bom e mau. Mas, caminho em direcção à luz fria do farol que me guia e lá ao fundo encontrarei um novo mundo que me dará memórias novas...
ou me faça esquecer, definitivamente, tudo.
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