09/06/09

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O sol, a chuva e o sol.
Um pão de água que me alimentou a alma e que me fez saír como um caracol que espreita da sua concha o mundo por onde desliza. A que saiu de mim veio feliz, brincou, guardou a concha na caixa de tesouros. Vi-a reflectida nas manchas de chuva que secavam, uma admiração por se encontrar completa depois de tanto golpe, perguntei-lhe por mim, como estava, quem passou nesses instantes pensou que havía perdido alguma coisa na água suja e quis ajudá-la na procura.
Apontei-me, estou ali, aqui vêem? E afastaram-se sob o perigo de uma mulher que fala sózinha.
Não estou, não sou ermo da imaginação nem coisa fabricada nem o que me vi era inverso da alma, era eu, cosida aos meus avessos e voltada do direito.

4 comentários:

AnaMar (pseudónimo) disse...

És tu no direito da controversa palavra por definir.

Em sintonia.

Bj

Frioleiras disse...

sempre duma beleza enorme.....
estas tuas palavras..................

observatory disse...

hoje lembrei-me de ti

porque vi portas e janelas e jardins e gente e tanta coisa que te queria contar

lembras-te das minhs historias?

:))))


beijo

observatory disse...

eu nunca te abandono


tou sempre