21/06/09

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Lá, onde fica mais longe, para os lados da minha infância, havía um esconderijo que era só meu. Era aí que mantinha os meus pequenos segredos, algumas conchas de madrepérola, duas pedrinhas de rio e um ramo de pinheiro já seco e quebradiço.


Nunca ninguém soube deste sítio. E no entanto, tão à vista de todos mostrou-se ser secreto o suficiente para conseguir ultrapassar os tempos, incólume a modas e tendências.


De vez em quando ainda lá vou. Fica na lembrança dos meus tempos de férias e de como eu era mais feliz em liberdade.

3 comentários:

observatory disse...

quando perdemos a inocencia e entramos no mundo dos adultos.

de um dia para o outro tudo nos fica negro

bjº

tchi disse...

E sempre será o teu esconderijo. E que bom que assim continue a ser. Porque é importante preservar o lugar o mais íntimo e secreto que cada um leva em si.

Gostei muito do portal da entrada com que nos recebes.

Gostei muito das tuas prosas poéticas.

E, sobretudo, apreciei o teu jeito de escrever.

Parabéns.

Frioleiras disse...

não... eu acho que os lugares (coisas) da infância, quanto mais foram amados... mais se devem estrangular / assassinar........ purgar..

com a idade, voltar ao passado torna sempre mais insuportável o futuro quando ele se mostra (como o nosso) tão difícil e espinhoso para todos.......

o anular os "pasteis de nata" do passado poderá ser violento, muito violento mas .... deverá dar uma certa liberdade, uma certa sensação de limpeza, uma certa leveza.................

(as recordações enterram na carne os espinhos e as rosas do passado).