28/12/08

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Gosto de provocações. Têm o gosto do estímulo que a chuva dá quando cai fria sobre o rosto, os ombros e pinga na ponta do nariz. Arrepiam, convencem-nos a dar corridas e a esfregar as mãos à espera de um lume que não se vê.


Gosto das provocações que me fazem sem saber que mas dirigem. Porque não são as declaradas como os desafios que me revolvem o interior, são as olhadas, as murmuradas, as que não se proferem e desenvolvem batalhas nos inversos da memória. Passam o filme ao contrário, pedem que rebobinemos a essência do que se foi para captar o que se pode vir a ser.


Provoca-me mas não me avises, não me dês pistas, não te reveles, deixa-me ser eu a descobrir o teu espelho.

2 comentários:

audrey disse...

Sem provocações...
Happy New White Year !!!

pront'habitar disse...

impossível não deixar pistas.

provocas-me.